sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O que há pela frente e por trás da decisão pró-Renan do STF

1 - Para quem não entendeu a sequência dos fatos jurídico-políticos, este blog resume por partes:
Dias Toffoli pediu vista (mais tempo de análise) da ADPF (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental) movida pela Rede Sustentabilidade, suspendendo um julgamento quando os ministros se encaminhavam para formar maioria a favor de impedir que um réu faça parte da linha sucessória (de eventual substituição) do Presidente da República.
O decano Celso de Mello pediu então para antecipar o voto a favor do impedimento, consolidando a maioria.
O beneficiário do pedido de vista – que atrasa a publicação do acórdão e a aplicação da decisão – era Renan, que estava na iminência de virar réu no STF, como de fato virou por peculato (desvio de dinheiro público), nove anos após a denúncia.
Toffoli também votou contra a denúncia em desfavor de Renan por peculato.
Marco Aurélio Mello concedeu liminar (de caráter provisório) pelo afastamento de Renan da Presidência do Senado, atendendo a outro pedido da Rede, que ingressara com ação cautelar argumentando que réu não pode compor a linha sucessória da Presidência da República.
Renan não recebeu o oficial de justiça e se negou a cumprir a decisão, preferindo aguardar a decisão do plenário do Supremo.
Renan e seus aliados no Senado e no governo articularam um acordão de bastidor com a presidente do STF e outros ministros da Corte.
Toffoli não levou o voto-vista à sessão sobre a liminar de Marco Aurélio, impedindo a continuidade do julgamento da ADPF.
Posição do relator Marco Aurélio na sessão: “A previsão constitucional [não encerra a possibilidade de pular-se este ou aquele integrante da linha. A interpretação nada mais revela do que o já famoso ‘jeitinho brasileiro’, a meia sola constitucional”.
O art. 86 da Constituição indica que presidente da República é afastado quando vira réu, logo não pode sê-lo.
O art. 80 diz que “em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal Federal”.
Rodrigo Janot referendou a liminar de Marco Aurélio, alegando que a prerrogativa de substituir presidente da República é do CARGO, não da PESSOA que o ocupa. “Pau que dá em Chico tem de dar em Francisco”, acrescentou sobre a pessoa de Renan.
Celso de Mello pediu antecipação de voto e abriu a divergência ao relator Marco Aurélio, retificando o próprio voto no julgamento da ADPF para afirmar que fora a favor do impedimento de réu na Presidência da República, não em seu cargo de origem na linha sucessória.
O novo voto de Celso de Mello desfez a maioria consolidada no julgamento da ADPF pelo impedimento, tirando parte da força da liminar de Marco Aurélio.
O decano também alegou que um dos requisitos para a liminar é a existência de “perigo na demora”, o que não haveria, segundo ele, em manter Renan no cargo porque se o presidente da República ficar impedido, o presidente da Câmara assume.
Lewandowski, parceiro de Renan no fatiamento da votação do impeachment de Dilma Rousseff, destacou que votos no julgamento da ADPF são provisórios e podem ser revertidos até o fim do julgamento (interrompido por Toffoli).
Placar final: 6 a 3. Votaram por manter Renan na Presidência do Senado, impedindo apenas que assuma Presidência da República: Celso de Mello, Teori Zavascki, Dias Toffoli, Luiz Fux, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. Votaram pelo afastamento de Renan da Presidência do Senado: Marco Aurélio Mello, Luiz Fachin, Rosa Weber. Ausentes: Gilmar Mentes (em viagem ao exterior) e Luís Roberto Barroso (declarou-se impedido).

2 - Tuitadas da manhã:
– Se Renan Calheiros foi orientado por um ministro (Dias Toffoli? Ricardo Lewandowski? Gilmar Mendes?) a não receber oficial de justiça (como informa Lauro Jardim), impeachment é pouco para esse ministro.
– Onde está a Lava Jato numa hora dessa para nos trazer o áudio das conversas de bastidor entre Renan e seus ministros-advogados no STF?
– Governo também atuou junto aos ministros e considerou uma vitória a decisão. “Não é acordão, mas entendimento entre Poderes”, disse um auxiliar. Entendemos o eufemismo.
– Qualquer vestígio de pureza de Cármen Lúcia como presidente do STF se perdeu com o comando do acordão para salvar Renan. Em resumo: Cármen Lúcia lewandowskiou.
– “O escárnio venceu o cinismo”, disse Cármen Lúcia em 2015. O escárnio continua vencendo no STF sob sua presidência.
– Melhor manchete de capa do dia é a do jornal O Globo.
Capa do Globo resume caso do afastamento de Renan anulado pelo STF 

– Ainda que houvesse brecha jurídica para salvar Renan (o que STF cria se não há), teatro ensaiado, com Celso de Mello como protagonista, é um escândalo.
– Na manhã de quarta-feira, antes da sessão, a imprensa já havia noticiado que Celso daria o primeiro voto, alterando a ordem usual; e que Toffoli não levaria o voto-vista. O roteiro do acordão estava pronto.
– Que ministros da mais alta Corte do país combinem nos bastidores a ordem e como vão votar, tirando espontaneidade do julgamento, é… podre.
– Não é porque você julga uma opção politicamente melhor que deve fechar os olhos para ilegalidades ou imoralidades cometidas em seu favor.
– Exemplo: “Ah, mas um petista assumiria! A quem interessa?” Lamento, mas nem por isso devemos nos calar sobre acordão de bastidor no STF.
– Você pode argumentar em favor da legalidade da decisão do STF, mas isto não tira a imoralidade do acordão de bastidor. Categorias distintas.
– Porque uns fazem tudo em nome do que preferem, outros, contaminados, tornam-se incapazes de distinguir preferência, legalidade e moralidade.
– Na internet, você critica uma coisa e o sujeito ataca você argumentando sobre outra. É a confusão de categorias triunfante.
– “Perigo na demora” (periculum in mora) é o receio de que a demora da decisão judicial cause um dano grave ou de difícil reparação ao bem tutelado. Este receio, como se sabe até pela denúncia de 9 anos de Renan, o STF nunca teve para julgar coisa alguma.
– Celso alegou que não há iminência de que Renan tenha de substituir o presidente, mas ninguém sabe o que pode acontecer com Michel Temer e Rodrigo Maia a qualquer momento. O destino não é tão previsível como uma sessão ensaiada do Supremo.
– Caso Temer e Maia não possam ocupar a Presidência, teríamos um salto na linha sucessória de Maia para Cármen Lúcia, que assumiria o cargo. E a Constituição impõe a ordem sucessiva, sem salto, no artigo 80. É sobretudo nisto que Fachin e Rosa concordaram com Marco Aurélio.
– Jorge Viana (PT-AC) está aliviado. Escapou de ficar entre pressão do PT para travar votações e da base aliada do governo para resgatar o país. Ufa.
– Renan elogiou Viana: “extraordinário papel”, “defesa do interesse nacional”, Jorge “é instituição suprapartidária”. Renan é o porto-seguro dele contra a Bancada da Chupeta. Jorge vai ganhar o prêmio de vice do ano.
– Renan confirmou para terça-feira a votação do 2º turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos públicos. Lindbergh Farias e Gleisi Hoffmann já voltaram a espernear.
– Estadão diz que STF racha sobre punir Renan: “Parte dos ministros avalia que, como foi derrubada, a liminar perdeu seu efeito. Mas há também os que defendem que é preciso puni-lo.” Sei.
– Marco Aurélio encaminhou voto para que Rodrigo Janot investigue a desobediência de Renan. O resto do STF, no máximo, prefere deixar esse pepino para o procurador-geral da República.
– Um ministro do STF, segundo Estadão, “teme que o Judiciário seja retaliado com a votação de medidas indesejáveis”. Há muito mais do que supostas leis por trás da decisão da Corte em favor de Renan. Promessa de Renan de engavetar projeto contra supersalários nos três Poderes é uma opção lógica.
– Marco Aurélio ao Globo: “O entendimento entre os Poderes parece que está muito afinado, viu?” Vimos.
– Melhor meme nas redes sociais neste emblemático “Dia da Justiça” resume a opinião pública:

Sempre Livre

Com Renan é assim: 'Manda quem pode, desobedece quem tem juízes'

A melhor frase de hoje postada nas redes sociais até agora foi: "Manda quem pode, desobedece que tem juízes". Ela retrata a forma como o povo sente a decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), pelo placar de 6 a 3, anulando uma liminar do ministro Marco Aurélio Mello, com base em decisão do próprio STF estabelecendo que não pode exercer qualquer cargo da linha sucessória do presidente da República quem seja réu de processo. É caso no qual Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado Federal, se enquadra, exatamente pelo fato de o Supremo haver-lhe declarado réu em um dos muitos processos contra ele que tramitam na mais alta Corte do país. Para agravar a revolta houve a negativa do senador alagoano de receber o oficial de Justiça que portava a comunicação da liminar do ministro, que atendia a uma demanda do partido Rede Sustentabilidade. A atitude de Renan é tão relevante, que Marco Aurélio Mello não vai deixar barato. Ele vai encaminhar seu voto e alguns documentos pata que o Ministério Público Federal (MPF) investigue a possibilidade de crime por descumprimento de ordem judicial por parte do Senado;
Até a rotina do Supremo foi alterada com objetivo de beneficiar Renan Calheiros, a começar pelo primeiro voto dado pelo ministro Celso de Mello, o decano da Corte, que tradicionalmente divulga sua sentença depois de todos os demais colegas. E esse voto foi contra a liminar, sendo em seguida copiado por mais cinco ministros. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criticou o Senado por ignorar a decisão de Marco Aurélio: "Desafiar uma ordem judicial é como desafiar as noções fundamentais do estado democrático de direito, é aceitar que uns poucos podem mais, podem escolher quando e se se submeterão à à lei. Hoje, o que exige a República é que pau que dá em Chico tem que dar em Francisco". Não deve ser afastada a hipótese de mesmo após deixar o cargo de presidente do Senado que lhe foi presenteado pelo STF o todo-poderoso Renan venha até a ser preso pela afronta ao Poder Judiciário, bem como os demais membros da Mesa Diretora da Casa. O final de 2016 e o início de 2017 promete ser de muitas emoções.

A paciência do povo brasileiro terminou ✰ Comentário de Marco Antonio Villa

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Vamos criar o Índice de Corrupção Per Capta

Rumo a 2018 esquerda já iniciou o DESCARTE de LULA – “Direita” permanece estacionada

​“CANALHAS” é o termo usado por CIRO para se referir a Michel TEMER.

Visando 2018 a esquerda já iniciou o DESCARTE de LULA – “Direita” permanece estacionada
Tendo como quase certa a prisão de LUIS INÁCIO LULA, a esquerda não pode mais esperar, tem que se unir agora em torno de um nome com possibilidades reais de ser eleito em 2018. O nome escolhido parece ser CIRO GOMES. Em vários veículos esquerdistas o nome do ex-governador e ex-ministro começou a durante essa semana.
Ciro é um nome conhecido e carismático de FORA do Partido dos Trabalhadores e que já recebeu votações expressivas no NORDESTE – último reduto eleitoral das esquerdas – é tudo que a esquerda radical precisa para iniciar sua campanha.
Enquanto isso a maior parte da sociedade brasileira, que já se mostra cada vez mais contra ideais esquerdistas, ainda não estabeleceu um acordo em torno de UM NOME que tenha mínimas possibilidades de concorrer com CHANCES REAIS em 2018.
Reprise de 2014
A grande probabilidade, pelo que se percebe até o momento, é que a sociedade produtiva e que diz desejar mudanças para o país, pela definitiva ausência de um nome que se enquadre em seus anseios, tenha novamente que se focar em apoiar o candidato chamado “menos pior”, que tenha pelo menos alguma possibilidade de derrotar o principal nome da esquerda, exatamente como ocorreu em 2014.
Pra quem não se lembra abaixo está a manchete do ESTADÃO com a declaração do Clube Militar feita pouco antes das eleições de 2014.

Adriana Ancelmo: algemada hein, dona Cabrália?

Polícia apreende 1.900 cabeças de gado em fazendas do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha

Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, é sócio de duas fazendas em MT.
Propriedades rurais ficam no Parque Estadual Serra Ricardo Franco.

Quase duas mil cabeças de gado foram apreendidas na fazenda Paredão, localizada no Parque Estadual Serra Ricardo Franco, em Vila Bela da Santíssima Trindade, a 562 km de Cuiabá, de propriedade do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e de mais seis sócios dele. As apreensões ocorreram entre sábado (3) e segunda-feira (5).
Ao G1, o ministro Eilseu Padilha informou que não explora a fazenda e que arrendada a área para outra pessoa, que desenvolve atividade agropecuária nela.
“O senhor juiz, surpreendentemente, deferiu, liminarmente, sem me ouvir, o bloqueio de meus bens, que estão declarados em meu imposto de renda. Tudo que eu tenho está disponível ao conhecimento de qualquer cidadão. Diferentemente do que está sendo noticiado, não foi bloqueada dita importância em minha conta corrente bancária, até porque o saldo dela era de R$ 2.067,12, que foi bloqueado", diz, em trecho da nota.
A apreensão ocorreu na fazenda Paredão. Na propriedade foram apreendidas 1,9 mil cabeças de gado. Na área, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) identificou o desmate irregular de 1,3 mil hectares sem autorização ou licença ambiental. Por causa dos danos, a Justiça mandou bloquear R$ 69.896.312,85 em bens do ministro e de outros seis sócios dele.
De acordo com o Ministério Público de Mato Grosso (MP-MT), como a fazenda Paredão não possui sede própria e usa a estrutura da fazenda Jasmim Agropecuária, policiais também cumpriram mandado de busca e apreensão nesta propriedade. Nela a polícia encontrou duas espingardas e um motosserra.
A apreensão do gado, segundo a Justiça, foi determinada para cessar os danos ao meio ambiente. Os animais devem ser retirados da área em um prazo de até 72 horas, sob pena de multa diária de R$ 1 mil por animal.
Os mandados foram cumpridos em outras duas propriedades que ficam dentro do parque.Durantes as buscas foram localizadas armas de fogo, provas de desmatamento em área de preservação, tratores, motosserras e substâncias nocivas à saúde humana. Em uma delas, as acomodações dos funcionários e a carga de trabalho excessiva apontam a suspeita de trabalho análogo à escravidão.
Fazenda Cachoeira
Em outra propriedade em que ministro aparece como sócio-proprietário foi constatado o desmatamento irregular de 735 hectares na área rural, sem autorização ou licença expedida pela Sema, além do uso de ocupação do solo em desacordo com o Sistema Nacional de Unidade de Conservação (Snuc).
Por causa da devastação, foi lavrado pela Sema um auto de infração, segundo decisão judicial. Pelos danos ambientais causados nessa área, o juiz determinou o bloqueio de R$ R$ 38,2 milhões em bens do ministro e de outras quatro pessoas.
Em nota, o ministro Eliseu Padilha alega que não cometeu nennhum crime ambiental e que não extraiu árvores da propriedade. Confira a nota na íntegra:
"Surpreendeu-me dois fatos que aconteceram hoje. Primeiro, a existência de duas ações civis públicas, no estado de Mato Grosso, em Vila Bela da Santíssima Trindade, tratando de desmatamentos, e correlacionando meu nome. Segundo, tomar conhecimento destas, saber que buscavam um bloqueio de mais de R$ 100 milhões em contas correntes minha e de outras pessoas.
O Senhor Juiz, surpreendentemente, deferiu, liminarmente, sem me ouvir, o bloqueio de meus bens, que estão declarados em meu imposto de renda. Tudo que eu tenho está disponível ao conhecimento de qualquer cidadão. Diferentemente do que está sendo noticiado, não foi bloqueada dita importância em minha conta corrente bancária, até porque o saldo dela era de R$ 2.067,12, que foi bloqueado.
O Senhor Juiz deferiu uma medida extrema, no primeiro ato processual sem ouvir as partes. Tal despacho não é uma sentença é uma liminar no início do processo, no qual creio que no final a decisão será pela improcedência de ambas as ações.
Vamos contestar as ações, produzir as nossas provas e cremos que ambas serão julgadas improcedentes, pois confiamos na capacidade do Poder Judiciário em fazer a verdadeira justiça.
Não cometi nenhum crime ambiental. Não extrai uma só árvore na propriedade em questão. Isto tudo restará provado quando da decisão final".

Rei Renan e meia sola no STF: Que jabuticaba ✰ Comentário de Joice Hasselmann

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Sim, Donald Trump é a personalidade do ano. E isso enlouquece os jagunços ideológicos da grande mídia

O establishment e toda a grande mídia continuam inconsoláveis com a vitória de Donald Trump à Presidência dos Estados Unidos. É o caso da ex-importante revista Time que restou, como suas congêneres, como peça de um museu que conta a história da imprensa depois do advento da internet, das redes sociais, dos blogs e sites independenteds. 
Sobreviveu, no entanto, o bastante para eleger Donald Trump como a personalidade do ano. No miolo da publicação há uma enorme matéria, conforme se pode conferir em seu site que serve, no mais, para consolar Hillary Clinton, o establishment e os ditos “liberals”, eufemismo construído pelos próprios comunistas norte-americanos para servir de esconderijo ideológico, haja vista a histórica repulsa da maioria dos cidadãos americanos ao marxismo e suas variantes. O Partido Democrata passou ser uma espécie de porto seguro para essa gentalha esquerdista que acabou sendo massacrada por Donald Trump.
A reportagem inteira da revista Time sobre Trump serve mais como um consolo para os perdedores quando tenta, de todas as formas, reforçar a narrativa furada de que a vitória de Donald Trump foi algo surpreendente, de virada. Afinal, a grande mídia e os famosos institutos de pesquisa são os grandes perdedores junto com Hillary Clinton e seus sequazes, já que foram os artífices do grande engodo. Uma mentira repetida ad nauseam nem sempre se transforma numa verdade absoluta.
Nunca se verificou ao longo da história política mundial a uniformidade total da grande imprensa em defesa de um candidato como se viu nessa última eleição presidencial americana. “Toda unanimidade é burra”, já dizia o famoso jornalista, escritor e dramaturgo brasileiro Nelson Rodrigues. 
Resta portanto a choradeira do esquerdismo bundalelê. E no rol das celebridades listadas pela Times para eleger a personalidade do ano constava - pasmem - Hillary Clinton e Vladmir Putin. Para não pegar muito mal, Times diz ter incluído o político conservador inglês Nigel Farage, que foi o grande líder da campanha do Brexit, que culminou com o referendum vitorioso pela saída do Reino Unido da deletéria União Europeia.
Restou para a Time dizer a verdade: Donald Trump lutou sozinho tendo contra si uma fabulosa máquina destinada a moer sua reputação. É, portanto, muito mais do que a personalidade do ano, é um verdadeiro herói no sentido estrito da palavra. Todavia isso jamais será admitido pela Time.
E ainda tem um detalhe especial: a eleição presidencial deste ano nos Estados Unidos entrará com certeza para a história como um marco de salvação da Civilização Ocidental.
E, como não poderia deixar de ser, a revista Veja, uma cópia mambembe da Times, repercutiu a escolha de Trump como a personalidade do ano. Cuidou no entanto em seu texto de fazer rodar a maquininha da guerrilha cultural politicamente correta ao destacar uma frase do chefe do bureau da Times em New York, Michael Scherer, na apresentação da reportagem: : “... a campanha eleitoral de Trump foi distinta das demais na última geração, já que o republicano evitou falar sobre um futuro brilhante e de união, mas sim exacerbou as diferenças atuais, “inspirando novos níveis de ódio e medo dentro de seu país”.
Níveis de ódio e medo? Estão aí as duas palavras chaves da guerra cultural. Quem entender isso, como já disse aqui no blog, mata a charada e não gastará mais um tostão comprando, assinando e lendo essas porcarias destinadas à lavagem cerebral. Igualmente as pessoas inteligentes já não vêem mais televisão. Ou você caro leitor ainda assiste, por exemplo, o tal Manhattan Conection?
Não dê dinheiro para esses jagunços esquerdistas.

E se Dercy Gonçalves ainda estivesse viva???

Crivella, prefeito eleito do Rio de Janeiro, quer criar o imposto do roubo

Crivella disse que a solução seria cobrar um adicional nos preços das passagens 
para arcar com as indenizações em caso de roubos a turistas

Em almoço com empresários, o prefeito eleito do Rio, Marcelo Crivella, anunciou que pretende criar um mecanismo que indenize turistas brasileiros e internacionais em caso de roubo durante visita a cidade. Sem entrar em detalhes, Crivella disse que a solução seria cobrar um adicional nos preços das passagens para arcar com as indenizações.
Crivella concordou que a indenização também deveria ser estendida aos moradores locais, mas acredita que será preciso, inicialmente, tentar reverter a imagem de violência que o Rio tem hoje não só no Brasil como no exterior. 
Para a presidente da Associação Brasileira das Agências de Viagem, seção Rio de Janeiro (ABAV-RJ), Cristina Fritsch, o objetivo do prefeito eleito não é uma utopia. "É questão de um sonho que pode ser realizado, ou seja, termos uma cidade segura não só para os turistas mas principalmente para seus moradores.
Esse sonho envolve investimento, capacitação para nossas polícias, para que a gente tanha uma cidade segura para viver, morar e para receber turistas. O prefeito deve começar por aí." Cristina defende, porém, o início de uma aproximação da nova equipe da prefeitura com órgãos como RioTur e Secretaria de Turismo, uma vez que está bem próxima a realização do Réveillon e do Carnaval. 
"Gostaríamos de conhecer nosso futuro secretário de Turismo, nosso futuro presidente da Riotur e, como associação de classe, nós esperamos que essas pessoas conheçam a cidade do Rio de Janeiro, conheçam sobre turismo para que a gente possa receber cada vez mais turistas na cidade." A presidente da AbAV-RJ observa que o Brasil é um país distante para quem está nos Estados Unidos e na Europa. 
"Temos tarifas caras de passagens de lá para cá, como daqui para lá também. Qualquer coisa quando a gente pensa em aumentar valores de passagens e taxas com esse fim — de dar um seguro para o passageiro ser reembolsado em caso de roubo — eu não sei como ver isso com muitos bons olhos.
Com a criação das UPPs, a gente teve uma trégua por um bom tempo e isso foi bastante positivo para a cidade, houve um aumento maior do número de turistas na cidade. Se a prefeitura trabalhar bem a questão da segurança com o Estado do Rio de Janeiro, essa taxa não é nem preciso existir." 

Lauro Jardim quer transformar sua 'amiguinha' Jean Wyllys PSOL-RJ em vitima ✰ Comentário de Jair Bolsonaro

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2016, mais um ano que não termina ✰ Artigo de Ricardo Noblat

1968, como escreveu Zuenir Ventura, pode ter sido o primeiro ano que não terminou. Certamente, 2016 será o segundo. Não só aqui, a depender de Donald Trump, no planeta
Como os séculos, também os anos não começam ou acabam nas datas previstas pelo calendário gregoriano, promulgado em 1582 pelo Papa Gregório XIII e depois adotado em todo o mundo.
O século XX começou de fato em 1914 com a 1ª. Guerra Mundial. Acabou com a dissolução da então União Soviética em 1991 e a falência do comunismo.
Este século começou em 11 de setembro de 2001 com a série de atentados aos Estados Unidos que mataram quase três mil pessoas e deflagraram a guerra mundial contra o terror.
Por aqui, 2016 foi antecipado em quase um mês quando o deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, acolheu em 2 de dezembro passado o pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
A ser assim, 2017 não começará tão cedo. Talvez comece quando as delações do fim do mundo tiverem produzido o estrago que se espera delas. Talvez só comece quando acabar a Lava-Jato.
Que ano vivemos! Pela segunda vez nos últimos 24 anos, o Congresso derrubou um presidente da República legitimamente eleito – no caso de Dilma, com 54 milhões de voto.
Assumiu o cargo um político que se elegeu deputado federal pelo pau do canto. A prevalecer a decisão da Justiça do seu Estado, ele jamais poderá ser candidato a nada novamente.
O Supremo Tribunal Federal (STF) prendeu um senador, o primeiro da história do Senado a ser preso no exercício do mandato. Ele era o líder do governo, que ajudaria a depor para ser solto depois.
E o STF afastou pela primeira vez do cargo um presidente da Câmara. Para em seguida afastar o presidente do Senado e, peitado por ele, recuar da decisão em menos de 48 horas.
Reze Temer para não ter igual sorte. Reze muito.
1968, como escreveu o jornalista Zuenir Ventura, pode ter sido o primeiro ano que não terminou. Certamente, 2016 será o segundo. Não só aqui, mas a depender de Donald Trump, no planeta.

Basquete. Isso sim é uma 'enterrada'

Justiça australiana aprova cirurgia de mudança de sexo para criança de 5 anos

Pedido foi feito pelos pais da criança, que se identifica como menina, apesar de não ter órgãos reprodutivos do sexo feminino

Uma criança australiana de cinco anos, denominada menino na hora do nascimento, crescerá como mulher após a Justiça autorizar a cirurgia de redesignação sexual.
A Vara de Família, tribunal nacional, aprovou um pedido dos pais da criança para remover cirurgicamente seus testículos. Conhecida como “Carla”, a criança se identifica como menina, apesar de não ter órgãos reprodutivos do sexo feminino.
Quando “Carla” completou cinco anos, seus pais resolveram esclarecer na Justiça se precisavam de permissão para realizar a cirurgia, considerada complexa e irreversível.As pessoas que apresentam uma combinação de características sexuais, como genitália ambígua, são identificadas como intersexuais.
O processo, ao qual a BBC teve acesso, mostra o atestado de médicos especializados, informando que a cirurgia acabaria com o risco de Carla desenvolver tumores no futuro e que sua fertilidade era incerta. Segundo eles, o procedimento deveria ser feito antes da puberdade.
Juiz disse considerar que cirurgia poderia evitar riscos à saúde física e emocional da criança; alguns ativistas discordam.
O tribunal decidiu que os pais não precisavam de permissão para agendar a cirurgia. De acordo com o jornal The Australian, a sentença foi dada em janeiro deste ano, mas não foi divulgada ao público imediatamente.
“Considero que o tratamento médico proposto é necessário para cuidar adequadamente e proporcionalmente de um defeito corporal genético que, se não for tratado, representa riscos reais e substanciais à saúde física e emocional da criança”, disse o juiz Colin Forrest em seu despacho.
Porém alguns ativistas intersexuais têm questionado a base ética da cirurgia irreversível, argumentando que a identidade de gênero é complexa. Para o advogado Morgan Carpenter, as crianças devem decidir sua identidade quando se tornam adultas.

Aqui e agora ✰ Comentário de Luiz Carlos Prates

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Pesquisa internacional diz que ensino brasileiro está entre os piores do mundo

O ensino brasileiro está estagnado entre os piores do mundo, de acordo com o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), maior pesquisa global de educação. Realizado a cada três anos, o Pisa avalia o desempenho de alunos de 15 anos em 70 países nas disciplinas de matemática, leitura e ciência.
A cada edição, o programa dá ênfase a uma dessas três áreas de conhecimento. Este ano, o destaque foi para ciências. Nesta disciplina, a nota do Brasil caiu de 405, em 2012, para 401, o que deixou o país em 63º lugar do ranking. Em leitura, o rendimento dos estudantes brasileiros teve queda de 410 para 407 pontos, ficando na 59º colocação. Já a nota de matemática caiu de 391 para 377, o que deixa o Brasil em 65º da lista do Pisa na disciplina.
As quedas na pontuação estão dentro da margem de erro do Pisa, segundo os próprios organizadores da avaliação. Mas deixam claro que o ensino brasileiro está parado em uma situação crítica. O Brasil simplesmente estagnou em leitura e ciências desde 2000 e 2006, respectivamente, quando o exame ressaltou pela primeira vez o conhecimento nessas disciplinas. Na matemática, a avaliação é de que o país avançou de 2003 em diante, subindo 6,2 pontos ano em média por edição do exame, mas caiu 11,4 pontos de 2012 para a nota atual.
O ranking leva em conta a nota atingida em cada área de conhecimento. Mesmo quando dois ou mais países obtiveram a mesma pontuação, foram distribuídos na listagem em posições consecutivas. Países asiáticos, como Cingapura e Japão, dividem as dez primeiras posições nas três áreas de conhecimento com nações como Finlândia, Canadá e Suíça. Divulgado nesta terça, o Pisa é promovido pela Organização de Cooperação para o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
O mais assustador é observar a quantidade de estudantes brasileiros que não alcançam o mínimo de conhecimento em cada disciplina avaliada. Mais de 70% dos nossos alunos não atingiram, em matemática, o nível 2 na escala de proficiência do Pisa. De acordo com os padrões do programa, isso quer dizer que eles não detém o mínimo de conteúdo naquela área para sequer exercer sua cidadania. Em ciência, 50% dos estudantes também não alcançaram o nível 2. Já em leitura, 51% dos adolescentes também não foram capazes de chegar a esse patamar.
Para a secretária-executiva do Ministério da Educação, Maria Helena Guimarães, os resultados do Pisa revelam que o Brasil parou de avançar na área desde o início do século. Ela criticou o governo petista, mas reconheceu melhorias em relação à taxa de frequência escolar no período:
— Depois de 15 anos do início do Pisa, considerando que 13 anos foram do governo anterior, o desempenho não melhorou. Tivemos melhoria do fluxo escolar, com mais alunos de 15 anos no ensino médio, o que é importante, mas estamos estagnados na qualidade — avalia.
Feito a cada três anos, o Pisa é um exame internacional que testa as habilidades e conhecimentos em matemática, leitura e ciências de estudantes de 15 anos. Em 2015, há dados para 70 países ou territórios (como Chipre e municipalidades chinesas reunidas como um só participantes), sendo que 35 Estados são membros da OCDE. A última edição do teste se concentrou em ciências, mas também traz resultados das outras duas áreas de conhecimento. No Brasil, 23.141 estudantes de 841 escolas participaram do exame, feito por computador.
Folha

É tudo uma questão de perspectivas

Saiba como escurecer os cabelos com apenas 2 ingredientes - 100% natural

Cabelos grisalhos e perda de fios. Muitas pessoas lutam para combater esses problemas. Se bem que cabelo branco, no nosso entendimento, é até charmoso, mesmo nas mulheres. Mas a maioria não pensa assim. Por isso, é muito comum encontrar pessoas pintando os cabelos para esconder a cor cinzenta ou até mesmo branca. É bom que se diga que cabelo grisalho não aparece apenas como sinal de velhice. Há muita gente com menos de 30 anos que, por causa da genética, já tem a coloração dos fios alterada.
Além disso, não podemos ignorar o fato de que má alimentação, sedentarismo e uma vida estressante resultam no clareamento dos fios, sem saúde, é claro. Neste post, você vai saber como combater o embranquecimento dos fios e combater a queda deles com um ingrediente maravilhoso para o cabelo: o óleo de coco. O óleo de coco é extremamente benéfico para a saúde do cabelo. Ele estimula o seu crescimento, hidrata, dá brilho e nutre o couro cabeludo. Usado por um longo período de tempo, suas propriedades antioxidantes mudam radicalmente a estrutura dos fios. veja a receita:
Ingredientes: Óleo de coco e abacate: Esta receita, além de escurecer, deixa seu cabelo mais saudável, dando mais vida. Misture abacate com óleo de coco e aplique nos fios, com a ajuda de um pincel, de preferência. Em seguida, enrole o cabelo numa touca térmica e deixe agir o produto por 20 minutos – depois remova com água. Em seguida, lave seu cabelo como de costume, com seu xampu e condicionador preferidos. Observação: Por segurança, faça sempre um teste para ver se ocorre alguma reação alérgica. Aplique uma pequena quantidade na pele. Se não ocorrer nada anormal, pode aplicar a receita sem receio.

Não deixe nada dentro do carro. Mesmo que seja uma caixa vazia

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Prato de policiais que fazem a segurança da Alerj

A crise é tanta que a Alerj decidiu economizar justamente na comida dos policiais que fazem a segurança da Casa.
Em dia de manifestação tensa, está circulando um vídeo com a quentinha oferecida aos agentes: uma montanha de arroz e poucos pedaços de carne por cima.
No vídeo, os policiais ironizam e perguntam se é assim que os deputados se alimentam.
Segundo a Alerj, as quentinhas fornecidas aos policias que estão fazendo a segurança da Casa são compostas por arroz, feijão, uma proteína, acompanhamento e guaraná natural. São 600 refeições nos dias de votação e 200 nos dias em que não há plenário.
Ainda de acordo com a Assembleia, a empresa que está fornecendo o almoço dos agentes é a JG Tech Comercio e Prestação de Serviços Alimentícios LTDA, pelo valor de R$ 15,80 cada refeição. "A Alerj não recebeu nenhuma queixa oficial ou extra oficial do comando da PM ou da Força Nacional relativa à qualidade e quantidade da comida servida", diz a nota.

1º Encontro de Carros Antigos das Montanhas Capixabas - Pedra Azul ES

Preso atualiza Facebook de dentro da cadeia e posta selfie em cela

Acrélio está preso desde o dia 17 de outubro

Acrélio Vitor Medeiros Emerick, de 20 anos, está preso desde o dia 17 de outubro deste ano. Isso, no entanto, não tem impedido que ele atualize o seu perfil no Facebook com fotos de suas novas tatuagens, feitas no presídio, assim como selfies tiradas dentro da cela. Atualmente, o rapaz está na Cadeia Pública Patricia Acioli, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. Numa imagem postada no dia 18 do mês passado, seus amigos na rede social questionam Acrélio sobre o acesso à internet na cadeia. “Ué, mas pode mexer no Face preso?”, pergunta uma amiga.
Outra pergunta como tem internet e como ele carrega o telefone. O rapaz responde que está preso e complementa: “Tem net (intenet), tem face”. Numa das imagens, publicada na segunda-feira à noite, Acrélio posa com um companheiro de cela. Nas postagens, ele reclama que está esquecido e sem dinheiro. E faz contagem regressiva para uma audiência que, segundo ele, será realizada no próximo dia 15. O preso afirma que será solto: “Dia 15 vou embora”, diz ele num dos textos publicados.
Acrélio, que é de Nova Friburgo, foi preso por agentes do Centro Presente, no dia 17 deste ano, na Central do Brasil, pois contra ele havia um mandado de prisão por furto. Ele responde a dois processos pelo crime, um deles na modalidade qualificada (pois arrombou um carro), e já tem 11 passagens pela polícia.
"A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que foi realizada uma revista na tarde desta quarta-feira, 07 de dezembro, na cela do interno Acrélio Vitor Medeiros Emerick, acautelado na cadeia Pública Juiza Patrícia Acioli, em São Gonçalo, e foi encontrado um celular. A Seap informa ainda que o referido foi encaminhado para a DP e após irá cumprir medida disciplinar. Cabe ressaltar que uma sindicância interna foi aberta para apurar os fatos e tomar às providências necessárias".

09 de Dezembro - Día do Exército Peruano

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O que fazem os militares? ✰ Artigo de Leonardo de Siqueira Lima

Ouvi muitas vezes essa pergunta. Na segunda feira passada eles mostraram mais uma vez o que fazem. Na queda do avião da Chapecoense, em algumas horas lá estavam eles. 3 aeronaves C-130 na foto. Mais de 100 militares envolvidos. Foram eles que ajudaram a resgatar e identificar os corpos.
Foram eles que trouxeram os corpos para o Brasil. Foram os militares que carregaram os caixões e fizeram o cortejo.
São eles que estão confortando as famílias.
Fácil se juntar ao coro para criticá-los. É cool, as vezes é popular. Na rodinha de amigos descolados, às vezes faz ser bem aceito.
Difícil é reconhecer os heróis anônimos. Onde está o pessoal dos "direitos humanos"? Freixo? Jean Willys? Como sempre, nenhuma palavra... E isso já não surpreende mais.
Os militares mais uma vez estavam lá. Não ganharam bônus por isso. 
Não serão eleitos na próximas eleições. O que fazem os militares? Mas estavam lá.
Isso aí. Mas em escala menor ou maior, no anonimato do dia a dia. Quando os holofotes dos críticos estão apagados.
No acidente da GOL com o Legacy na Amazônia? Eles estavam lá. No acidente da TAM Congonhas? Também!
Na boate KISS? Foram eles que transferiram os feridos de helicóptero para os hospitais.
Mas se você perguntar pra eles o que eles fazem, talvez nem eles saibam explicar com perfeição. Talvez falem mais do passado. Sobre o que fizeram. Talvez você também não entenda muito.
Mas existe uma certeza. Quando o telefone deles tocarem em alguma madrugada de um terça feira, eles estarão lá. Vão deixar suas famílias, seus filhos pequenos e seus amigos. Sem perguntar quem. Sem perguntar porque...
"Nunca vamos parar, enquanto houver um brasileiro precisando, as hélices vão girar, o suor vai cair, o corpo vai cansar, mas nós vamos até lá".
Leonardo de Siqueira Lima - Economista pela Escola de Economia de São Paulo da FGV e mestre em economia pela Barcelona Graduate School of  Economics (Espanha).

Os cafajestes

Não é piada: presidente do Instituto Lula chama FHC como testemunha de defesa na Lava Jato

O Brasil definitivamente não é para principiantes. Tantos e tamanhos são os casos escalafobéticos de nossa política que muitas vezes pensamos já ter visto tudo. Mas qual o quê! Sempre aparece alguma coisa nova.
E esta de agora é das boas: Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, convocou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para ser sua testemunha de defesa.
Claro que essas convocações muitas vezes têm viés político e de comunicação. Criar impacto, construir narrativas etc.
Mas não deixa de ser curioso o presidente do Instituto Lula ver na palavra de FHC a credibilidade para salvar-se na Operação Lava Jato.

Ameaçaram a Joice Hasselmann e agora também a Carla Zambelli

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O direito de ter nojo ✰ Artigo de Waldo Luís Viana

As marchas e contramarchas que presenciamos na política nacional permitem-nos, pelo menos, o direito de ter nojo. Antigamente, dizia-se “eu tenho direito de sonhar” ou o típico “sonhar não paga imposto” – lembram-se? Era uma época áurea em que, para fugir do código penal, o cidadão possuía a sã opção de declarar, sem medo de represálias: “sonhei que fulano de tal era ladrão...” Pronto. Ninguém poderia tocar em alguém por causa de mero sonho.
Hoje os ladrões e bandidos fazem parte de nosso cotidiano, nos jornais, revistas, rádios, TVs e redes sociais. Convivemos, na instantaneidade da Internet, com comportamentos nojentos, difíceis de ser perseguidos pela Justiça e que fazem os seus portadores, ricos e patrimonialistas, reclamarem a boca pequena: “não podemos mais roubar em paz”, “até o dinheiro em paraísos fiscais, Suíça e outros, é perseguido por esses nojentos arautos da moralidade”, “onde vamos parar?” – chiam, sofridos, os velhos coronéis, chefes de quadrilha e reis da rapinagem política...
Ocorre que o brasileiro cansou de ser roubado. É esperto demais para aguentar tal cenário. Nossa nação tão jovem, que não tem 200 anos de independência, foi formada por degredados europeus, negros escravizados e índios preguiçosos que formaram um amálgama cultural quase indestrutível e muito difícil de modificar e transpor. Até o próprio termo “brasileiro” teve origem numa gozação portuguesa: nossos colonizadores nomeavam assim os naturais da terra que traficavam pau-brasil. A árvore quase foi extinta, mas a roubalheira não, porque, nesta terra, afinal, “em se plantando tudo dá”. E deu...
Para transformar a cultura de origem foi preciso uma sacudidela cultural, que começou com o julgamento do mensalão, passa pela operação Lava-Jato e nem sabemos onde irá desembocar...
A estratégia de corrupção, sempre a mesma, utilizava empreiteiras e outras empresas privadas para eleger ventríloquos no Congresso e conquistar, em ritmo de cartel, a vitória em licitações, chupando superfaturamentos do Estado. Tanto fizeram esses grupos que a coisa ficou muito explícita, feito filme pornô e os escândalos estouraram.
Como o brasileiro gosta de ser sempre o melhor do mundo, nossa corrupção, minuciosa e técnica, ganhou foros históricos, vale dizer, jamais houve, desde os tempos da Suméria (6 mil anos antes de Cristo), corrupção igual e aparelhada nesse nível! O Petrolão, os desvios do BNDES para o exterior e fundos de pensão alcançaram a casa dos bilhões de dólares, como se isso fosse fato comum. Nesse contexto, as acusações contra os anões do orçamento e o próprio mensalão viraram gorjeta. Tinha razão o sr. Delúbio Soares, famoso ex-tesoureiro do PT e indiciado, ao dizer que um dia a coisa viraria “piada de salão”. É verdade. Diante do que fizeram depois, as estripulias do primeiro governo Lula tornaram-se brincadeira de criança.
Na verdade, temos uma elite bandida que não chega a 2 mil indivíduos, perfazendo 0,000098 da população brasileira. Estes pegaram em bilhões de dólares e têm que os devolver ao Erário. Seria a punição perfeita: que devolvessem tudo o que roubaram e soltos na liça para recomeçarem a vida, desmoralizados e pobres, mas isso é utopia. E essa corja paga advogados caríssimos para escapar das “demais cominações penais” como se diz e aí surgem os deletérios regimes “semiabertos”, as prisões domiciliares com piscina e tornozeleiras que até faltam no mercado.
O resto de nossos criminosos comuns, homicidas, estupradores, ladrões, pedófilos, estelionatários e outros, como os clássicos ladrões de galinha e malandros, estes, coitados, continuam a receber o guante severo da Justiça. Imagine se alguém recusasse a citação de um oficial de Justiça, como o fez recentemente nosso límpido Renan Calheiros, o que aconteceria? É claro que seria preso, debaixo de vara e jogado num canto de uma cadeia, após levar uns pescoções. Não é vero?
O povo, a quem só sobra o direito de sentir nojo, não tem nem ideia do que são bilhões de dólares. Como observou certa feita o sociólogo britânico Anthony Giddens (2000), um milhão de dólares é muito dinheiro para a maioria das pessoas. Medidos na forma de uma pilha de cédulas de cem dólares, teriam mais de vinte centímetros de altura. Um bilhão de dólares – em outras palavras mil milhões – formariam uma pilha mais alta que a catedral de Saint Paul. A pilha de um trilhão de dólares – um milhão de milhões – teria mais de 193 quilômetros de altura, vinte vezes mais que o monte Everest.
Pois bem, nossos bandidões bateram então vários recordes e têm que devolver o numerário à Nação. Será que nossa Justiça está aparelhada, com a sua habitual lentidão com os ricos e proprietários de foro privilegiado (cerca de 22 mil pessoas abonadas), para ultimar os preparativos, fazendo voltar nosso dinheiro e arpoando esses alpinistas nojentos para a cadeia?
Creio que não. Só nos resta sentir o nojinho, típico do povinho acostumado a ter educação moral e religiosa e que, feliz ou infelizmente, não sabe roubar. Essa rama social, a maioria onde me incluo, é, na verdade, odiada pelos espertos. Aliás, já se disse que o corrupto é um cara bem normal, só que foi apanhado com a boca na botija. E como ele sofre, queimando em arrependimento, não por ter feito, mas por ter sido pilhado pelos demais...
É assim que o brasileiro anda vivendo. Indo às ruas para pedir o fim da corrupção, porque, na verdade, os corruptos são assassinos. Cada criança sem pão, pai de família sem emprego e idoso sem vaga em hospital forma a legião dos assassinados por essas gangues que adoram restaurantes caros em Paris, lanchas e iates luxuosos, dinheiro incontável em paraísos fiscais e mansões suntuosas, geralmente fora do Brasil.
Enquanto desfilam seus pecados, comentados pela mídia, o povo se pergunta onde tudo isso vai parar? Nós brasileiros estamos cansados, enfim, de enfeitar com vômito a nossa indignação.
Se alguém já comentou que a corrupção está no DNA do brasileiro, desde a origem, isto é, quanto mais ladrão mais querido o esperto bem sucedido, agora parece que a onda se reverteu. Até os pequenos ladrões, agiotas, traficantes, bicheiros e outros pequenos bandidos andam revoltados com a proporção a que as negociatas chegaram...
“Onde tudo isso irá parar?” – perguntam eles, perplexos, porque não conseguiram ousar os que ousaram. Quanto aos outros – sempre nós, outros – que se virem, com emprego ou sem, e se lixem, curtindo calados o próprio sofrimento e somente exercendo o silencioso direito de ter nojo!
E vamos à próxima atração...
Waldo Luís Viana - escritor, economista, poeta e observador dos acontecimentos. Afinal, observar não paga imposto...

Consequências da reforma da Previdência

Joalherias de luxo serão investigadas por lavagem de dinheiro

Uma delas, a Antônio Bernardo, tentou esconder algumas compras feitas por Cabral e sua mulher, a advogada Adriana Ancelmo

A Polícia Federal e o Ministério Público vão dar sequência a uma investigação de lavagem de dinheiro envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, que colocou no foco algumas das mais renomadas joalherias do país. Após a deflagração da Operação Calicute, em 17 de novembro passado, os investigadores descobriram que as compras de jóias em lojas como H. Stern e Antonio Bernardo – somando mais de 6,5 milhões de reais – foram feitas com o dinheiro de propinas e os pagamentos realizados quase sempre em espécie. Na denúncia apresentada pelos procuradores, que transformou o casal e outros dez envolvidos em réus, as empresas ficaram de fora. 
“Em relação à possível conivência com o esquema de lavagem de dinheiro praticado, estamos abrindo investigações que vão correr em paralelo sobre essas joalherias. Nada do que está fora dessa denúncia feita agora significa que não vai continuar sendo objeto de investigação”, afirmou o procurador Lauro Coelho Júnior, do MPF do Rio de Janeiro. “Há indícios que houve parceria e conivência das joalherias”, completou o também procurador José Augusto Vagos. 
Somente na Antonio Bernardo, localizada no Shopping da Gávea, na Zona Sul da cidade, Cabral adquiriu, desde 2000, 114 jóias, totalizando mais de 3,8 milhões de reais. De acordo com o MPF, 80% das compras foram feitas no período em que governou o Rio de Janeiro (2007-2014), sempre registradas com o codinome ‘Ramos Filho’, referência a um de seus principais assessores, Pedro Ramos. 
Adriana Ancelmo, que nos cadastros da empresa era “Lourdinha”, comprou 75 jóias, totalizando 853.000 reais, enquanto Carlos Miranda, assessor do ex-governador, identificado como “João Cabra”, é o comprador de 81 jóias avaliadas em 440.000 reais. Na H. Stern o esquema funcionava de maneira semelhante. Mas, 24 horas depois de Cabral foi preso, a joalheria decidiu emitir as notas fiscais. 
“A Antonio Bernardo demorou a entregar os comprovantes de compras e, quando fez, não entregou a lista completa. Só quando fizemos uma outra busca e apreensão é que foi descoberto tudo, a vinculação no cadastro da loja com nomes fictícios. Este, aliás, é um elemento muito forte de lavagem”, disse o delegado Tácio Muzzi. 
Nas buscas feitas pela PF no mês passado, cerca de 40 peças foram apreendidas no apartamento de Cabral, no Leblon. Ontem, a polícia voltou ao local e havia mais 100, de um total de 460 rastreadas. 
A análise do esquema de lavagem de dinheiro com a compra de jóias revela também algumas excentricidades da família Cabral. Em abril de 2014, o ex-governador gastou 1 milhão de reais em espécie para comprar um conjunto de brincos e um anel de rubi em comemoração aos dez anos de casamento. Em 18 de julho de 2012, Cabral já havia desembolsado dez cheques de 100.000 reais, através da conta de Carlos Miranda, para dar à esposa, que completava 42 anos, um anel Mozart com Turmalina Paraíba, um colar Blue Paradise e um par de brincos Espeto Turmalina.
Joias que Sérgio Cabral comprou para a esposa Adriana Ancelmo são avaliadas em 1 milhão 

Lourdinha (referência ao nome da primeira dama, Adriana Lourdes Ancelmo) era uma cliente tão especial da Antonio Bernardo que, em 25 de agosto de 2008, ela deu oito cheques de 25.000 reais cada – em nome de seu escritório de advocacia – para arrematar por 200.000 reais uma peça exclusiva que levou seu nome: “Brinco Fascínio Especial – Adriana A”. 
Presa ontem à tarde depois que o juiz Marcelo Bretas, na 7ª Vara Criminal Federal aceitou a denúncia do MPF, Adriana está em uma das nove celas individuais no presídio feminino Joaquim Teixeira, em Bangu. Para os procuradores, a necessidade da prisão da ex-primeira-dama, além de tudo o que já havia sido relatado, ficou comprovadamente necessária com a busca e apreensão feita em seu apartamento: “Mesmo com as contas e bens bloqueados, a PF encontrou mais de 50.000 reais. Isso mostra que eles continuam a movimentar grandes quantias em espécie”, finalizou o procurador Eduardo El-Hage.

Casa de Sérgio Cabral. À espera de Adriana Ancelmo, violinistas tocam TITANIC ✰ Comentário de Madeleine Lacsko

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Adriana Ancelmo recebia em mãos propina em dinheiro vivo

O juiz Marcelo Brêtas, que decretou a prisão de Adriana Ancelmo, que está Bangu, afirma na sua decisão: “A prisão preventiva de Adriana Ancelmo permitirá pôr termo ao ‘ciclo delitivo’ da organização criminosa e da lavagem e ocultação de ativos ora apontados, empreendida de forma disseminada e ostensiva pelos envolvidos.” 
Em depoimento à PF e ao MPF, a gerente financeira do escritório de Adriana Ancelmo revelou que semanalmente, Luiz Carlos Bezerra, lotado na ALERJ e grande amigo e companheiros de farras de Cabral pela Europa, todas as sextas-feiras levava uma mochila com R$ 300 mil para a ex-primeira-dama. Eram R$ 300 mil em dinheiro vivo semanalmente na mão de Adriana Ancelmo. 
Os gastos mensais de Cabral e Adriana com cartões de crédito chegava a R$ 300 mil, e não esqueçam que a maioria dos gastos era em dinheiro vivo. 
Uma assessora de Cabral que cuidava das despesas da família contou que recebia dinheiro vivo das mãos de Luiz Carlos Bezerra e que os gastos mensais ficavam em torno de R$ 220 mil. 
Logo chegamos a uma conta que mostra bem a vida de milionário que Cabral e Adriana levavam. Só com despesas da família e cartões de crédito torravam mais de meio milhão de reais mensalmente. Fora as compras de luxo pagas em dinheiro vivo. Debochavam da cara de todos nós. 

Diga ao STF que fico!

Juiz federal bloqueia R$ 3,1 milhões da mulher do ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha

O dinheiro será usado para garantir o pagamento de danos ambientais cometidos em uma das fazenda do ministro

A Justiça bloqueou 3,1 milhões de reais na conta bancária de Maria Eliane, esposa do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Ela é sócia do ministro e é também uma das proprietárias de duas fazendas no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, no Mato Grosso.
O bloqueio é uma forma de garantir a reparação dos danos ambientais provocados pelo desmatamento ilegal nas propriedades. A Justiça determinou um bloqueio total de 108 milhões de reais. Nas contas do ministro foram encontrados pouco mais de 4,2 mil reais.
O juiz Leonardo Tumiati determinou o bloqueio de bens e das contas bancárias do ministro Padilha e de suas duas empresas, Jasmim Agropecuária e Rubi Assessoria, de Maria Eliane, da Agropecuária Paredão e de Marcos Antonio Assi Tozzatti.
O Ministério Público do Mato Grosso também considerou “muito precárias” as condições do alojamento dos trabalhadores de uma das fazendas inspecionadas. Eliseu Padilha disse a VEJA que não é o responsável pela contratação dos trabalhadores. As terras, segundo ele, estão arrendadas para terceiros.
Imagens de satélite mostram a progressão do desmatamento na fazenda do ministro Padilha, em 1998 e em 2015

Polícia já tem pistas sobre ameaças à mim e à minha filha ✰ Comentário de Joice Hasselmann

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Os bandidos estão sendo rastreados. Eles usaram técnicas sofisticadas para esconder identidade, mas já há 3 suspeitos. 
NÃO VOU SOSSEGAR ENQUANTO NÃO PEGAR VOCÊS. 
Obrigada pela solidariedade meu Brasil.

O pacote das 10 Medidas ✰ Artigo de Tito Guarniere

Não, não acho que a Câmara dos Deputados tenha “desnaturado” o projeto de lei das “10 Medidas contra a Corrupção”. Os deputados agiram dentro das suas prerrogativas: são eles que fazem as leis. Não existe lei perfeita, nem lei que satisfaça a todos os interessados e envolvidos.
Sem o pacote anticorrupção, objeto da celeuma, os senhores membros do Ministério Público Federal, e juízes como o doutor Sérgio Moro, puderam, perfeitamente, para ficar num único exemplo, levar a cabo de forma corajosa e brilhante a Operação Lava Jato, abrir processos contra meio mundo e botar a outra metade na cadeia.
Não passa semana sem que, em novas etapas da Lava Jato, batizadas com nomes meio extravagantes, policiais federais retirem de casa, logo nas primeiras horas da manhã, figurões da República, empresários de escol, políticos de todas as correntes, para recolhê-los “aos costumes”, como dizia um antigo personagem de Jô Soares. Não dá mais para dizer que no Brasil só vai para a cadeia ladrão de galinha e que aqui é o país de impunidade.
Sem as tais dez medidas, portanto, já existia um arcabouço de leis, que permitiu ao Ministério Público e aos senhores juízes o exercício pleno de suas prerrogativas. Sempre desconfiei do pacote pela razão singela de que quando se dá maior poder ao Estado, em toda a circunstância diminuem as garantias e a liberdade do cidadão.
As garantias individuais se constituem em notável conquista civilizatória, arma poderosa contra o abuso e a opressão da autoridade. Não são destinadas a proteger delinquentes e corruptos, mas os cidadãos. Onde reside a injustiça maior, num único inocente atrás das grades, ou em dez corruptos soltos? É o cidadão honesto e cumpridor das leis que deve se sentir ameaçado quando alguém propõe uma nova lei repressora, restritiva de direitos.
Claro, mesmo as leis repressivas podem e devem ser aprimoradas. Mas muitas vezes é um fio tênue que separa a intenção justa – opôr obstáculos e dificuldades ao crime e ao criminoso – do perigo que passa a recair sobre a cabeça do cidadão honesto. O pacote de 10 medidas do Ministério Público é tão ameaçador ao cidadão comum quanto são ameaçadores os enxertos retaliatórios dos Deputados, em relação aos senhores juízes e promotores.
O pacote original trazia no seu bojo três ou quatro proposições que eram de índole francamente autoritária, como a limitação do habeas-corpus, a admissão de provas ilícitas quando obtidas de boa fé(?), a inacreditável prova de integridade, para “testar” a honestidade de funcionário. O relator, deputado Onyx Lorenzoni, ainda acrescentou a figura bizarra do “reportante do bem”, o dedo-duro que receberia uma espécie de comissão pela deduragem.
As demasias e esquisitices ficaram fora do texto final. Retirem-se os enxertos retaliatórios contra promotores e juízes e teremos uma boa lei. O texto final não é do agrado de juízes e promotores, mas não é fim do mundo e muito menos um “atentado à democracia”. Mesmo sem as dez medidas, o longo braço da lei alcança de forma implacável criminosos de colarinho branco e corruptos, e a democracia, com todas as suas imperfeições, vigora no Brasil.
Tito Guarnieri - bacharel em direito e jornalismo e colunista do jornal O Sul, de Porto Alegre.
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